A Galp está a dar um passo decisivo na modernização da refinaria de Sines, com um investimento previsto de 1,1 mil milhões de euros.
A partir de meados de 2026, a refinaria passará a produzir anualmente 270 mil toneladas de combustíveis avançados e 15 mil toneladas de hidrogénio verde, refletindo a ambição da empresa em adaptar-se a um cenário energético europeu cada vez mais desafiador.
Considerando que 30% da capacidade de refinação na Europa poderá ser encerrada até 2030, a Galp vê na modernização da refinaria de Sines uma forma de garantir a competitividade da unidade, que desempenha um papel central na segurança energética do país, uma vez que abastece cerca de 90% do consumo nacional de combustíveis.
Entre os projetos em curso, destacam-se a construção de uma unidade para a produção de combustíveis sustentáveis para aviação (SAF) e uma central de hidrogénio verde com capacidade de 100 MW. Estes projetos representam um investimento significativo de 650 milhões de euros e têm o potencial de criar cerca de 100 novos postos de trabalho, contribuindo também diretamente para a dinamização da economia local e da região da Costa Alentejana, no Alentejo.
A refinaria de Sines, com 47 anos de história, já passou por diversas fases de modernização, e prepara-se agora para mais uma etapa crucial: uma paragem programada de quase dois meses no final de 2025 para manutenção da unidade mais antiga. Através da implementação dos novos projetos, a refinaria promete reduzir as suas emissões de CO2 em 910 mil toneladas por ano, o equivalente à retirada de 700 mil automóveis das estradas, o que reforça o compromisso da Galp com a sustentabilidade e a transição energética.
Este investimento na refinaria de Sines não só fortalece a posição da Galp no mercado energético, como também marca um avanço importante para a região do Alentejo, que se vê cada vez mais inserida nas estratégias de inovação e desenvolvimento sustentável a nível nacional e europeu.
Para quem está atento ao mercado imobiliário local, o crescimento e a modernização da infraestrutura energética, a par de projetos de investimento de outros setores (como o logístico ou tecnológico), têm implicações significativas na dinâmica da região, tanto em termos de oportunidades de investimento na construção residencial, cuja necessidade é atualmente evidente, como na valorização de imóveis nas proximidades.
Este é, sem dúvida, um marco na evolução do setor energético em Portugal e, particularmente, na região de Sines, que se prepara para acolher novas oportunidades e desafios nos próximos anos.
Fontes: Executive Digest e Negócios